Esta empreendedora angolana já foi considerada a mulher mais rica da África em 2013. Dez anos depois, ela perdeu quase tudo. Mas, a maior perda não foi a fortuna de 3 biliões de dólares. Foi algo mais valioso…
Isabel dos Santos é mais conhecida como a fundadora da Unitel, a maior empresa de telecomunicações móveis de Angola. Mais também criou os bancos BIC e BFA, a nova Cimangola, a rede de supermercado Candando, a ZAP Media, fábrica de bebidas Sodiba, etc. Ela tinha um conglomerado de grandes empresas que atuaram na banca, indústria, midia, comércio a retalho, construção, etc.
Mas, tudo indica que seu empreendimento mais lucrativo foi a Unitel, empresa que faturava em 2013 mais de dois biliões de dólares.
Para se ter uma ideia da dimensão bilionária, segundo dados públicos, de 2006 a 2015, a UNITEL gerou de lucro para os seus sócios mais de 5 biliões de dólares.
Segundo os seus críticos, Isabel dos Santos construiu um império empresarial graças a influência política que detinha pelo facto do seu pai, José Eduardo dos Santos, ser o presidente de Angola no auge da sua carreira empresarial.
Mas, é inegável (até para os críticos) a sua competência empresarial e liderança.
A queda do império empresarial de Isabel dos Santos começou em 2017, com a saída do seu pai da Presidência da República de Angola.
Com a entrada de um novo presidente, Isabel dos Santos viu-se alvo de ações judiciais impiedosas e sem tréguas, que alguns analistas consideram como sendo uma perseguição política digna de inspirar um filme dramático em Hollywood.
Como consequência, ela se refugiou no Dubai para proteger sua família, mas não conseguiu proteger a sua fortuna que foi desmantelada em pedaçoes pelo governo dirigido por João Lourenço. Ela perdeu boa parte do seu património e milhares de jovens angolanos perderam seus empregos.
Em tão pouco tempo e de forma intensa, Isabel dos Santos somava notícias tristes e tragédias quase diariamente. Mais doloroso do que a perda da sua fortuna, foi a morte do seu pai, o ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Pouco depois, o seu marido, Sindica Dokolo, também morreu.
Com as contas bancárias congeladas, ela chegou ao ponto de não ter dinheiro para pagar empregadas e as propinas dos filhos na escola. Ela viveu momentos trágicos que poderiam levar ao suicídio pessoas mais fracas. Mas, ela se manteve firme.
Apesar das feridas, Isabel dos Santos caminha cambaleando e financeiramente debilitada, mas firme e com a cabeça erguida.
Recentemente, o Tribunal Supremo de Angola retirou (por falta de provas) quatro das 10 acusações que pesavam contra ela na justiça.
A história desta empreendedora angolana nos ensina que uma pessoa empreendedora deve ter inteligência emocional suficiente para enfrentar os desafios da vida empresarial, sem se deixar sucumbir pelas adversidades.
Apesar de possíveis erros cometidos, Isabel dos Santos é um exemplo de uma empreendedora persistente, resiliente e uma inspiração para o empreendedorismo feminino em Angola e não só.
Falhar é humano. O mais importante é corrigir as falhas e continuar firme, com ética e transparência dando o seu melhor em prol do bem-estar da sociedade.
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Estamos juntos, um forte abraço e até a próxima!
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