O empreendedorismo existe desde os primórdios da humanidade. Não é algo novo. Sempre existiu e sempre existirá. Com o passar do tempo, ela vai se inovando na sua forma de execução.
Marco Polo
Segundo um artigo publicado no site meusucesso.com, o autor do livro “O Empreendedor: Empreender como Opção de Carreira”, de nome Ronald Jean Degen explica que a palavra “empreendedor” é composta por entre (do latim inter, que significa reciprocidade) e preneur (do latim prehendere, que significa “comprador”). Assim, segundo Degen, a junção desses termos forma a ideia de “intermediário”.
Degen cita Marco Polo, mercador e explorador, como exemplo de empreendedor na acepção de intermediário. No século XIII, Polo foi um dos primeiros europeus a percorrer a Rota da Seda até a China com objetivos comerciais. Na época, era comum que ele assinasse contratos com banqueiros-capitalistas, que financiavam suas expedições e depois compravam os produtos que ele trazia.
Esses banqueiros, que Degen identifica como precursores das atuais empresas de capital de risco, cobravam juros de 22% sobre o capital investido e assumiam o risco financeiro de forma passiva. Já Marco Polo, o mercador-aventureiro, enfrentava todos os riscos comerciais e pessoais durante as viagens, recebendo parte dos lucros ao final.
A partir do exemplo de Marco Polo, pode-se definir o empreendedor, em qualquer época, como aquele que possui a visão de um negócio e se dedica incansavelmente à sua realização. Para o empreendedor, a verdadeira realização é ver sua ideia transformada em um negócio concreto.
Joseph Schumpeter
O termo "empreendedorismo" foi popularizado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter na década de 1940 como base da sua teoria de Destruição Criativa difundida no livro intitulado “CAPITALISMO, SOCIALISMO E DEMOCRACIA”.
Ele também é conhecido como o pai da teoria da inovação (falaremos sobre esse tema no último capítulo).
Na sua teoria de Destrição Criativa, Schumpeter destacou a importância do empreendedor como agente de mudança na economia, enfatizando a introdução de novas ideias, produtos e processos.
“O empreendedor é a pesso a que destrói a ordem econômica existente graças à introdução no mercado de novos produtos/serviços, pela criação de novas formas de gestão ou pela exploração de novos recursos, materiais e tecnologia”, dizia Schumpeter.
Atualmente, o empreendedorismo está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento econômico e social, sendo reconhecido como um motor para a inovação e o crescimento económico e social de qualquer país.
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