O que motiva uma pessoa a fazer algo com dedicação e abnegação? O que faz uma pessoa deixar tudo para trás e dedicar-se em tempo integral em alguma paixão ou hobbie não se importando com tudo o resto?
Em muitas partes do mundo, vê-se pessoas que dedicam sua vida em algo específico e não se deixam distrair por outras coisas ou actividades. Apenas estão para aquilo e nada mais. Li a história de um americano que o trabalho dele era concertar as correntes de tapete rolante, tipo aqueles onde ficam as malas dos aeroporto. O tipo ficou rico e famoso ao concertar um parafuso mal colocado nas esteiras de distribuição da Amazon. Ninguém mais conseguia fazê-lo.
Tenho um amigo, chamado “Man-pica”, que desde pequeno passa a vida desenhando números e letras. Hoje vive disso. Faz reclames, cartazes e matrículas para viaturas. E vive exclusivamente disso. Só comecei a dar valor nessas “brincadeiras” dele quando li a história de Steve Jobs, fundador da Apple, que criou algumas das fontes (tipos ou letras que usamos para escrever no computador) mais lindas que existem, e por isso adorada pelos designers, por ter frequentado um cursinho de caligrafia, muito desprezado e desvalorizado na altura.
Noto que as pessoas que se dedicam em algo específico e tem paixão por isso, elas podem não ter muito dinheiro, mas em geral estão mais satisfeito com o seu trabalho e têm maiores chances de sucesso (o que não significa necessariamente ganhar milhões).
O barbeiro que trata do meu corte de cabelo tem 30 e tal anos, e metade desse tempo dedicado a barbearia. Ele trabalha desde as primeiras horas da manhã e só fecha perto das 21 horas. Às vezes tento colocar-me no lugar dele e pergunto a mim mesmo se seria capaz de ficar numa barbearia quente e com menos de cinco metros quadrados, a cortar cabelo por 500Kz durante todo o dia e parte da noite.
Claro que não. Eu não seria capaz. Mas, porquê?
Porque teria de estar motivado e apaixonado por esse ofício a ponto de sentir satisfação mesmo sem ganhar milhões. Mas seria capaz de fazer o mesmo, com a mesma dedicação, se se tratasse de algo pelo que sinto muita paixão e goste de fazer. Como ler, escrever e partilhar conhecimento. Também gosto de envolver-me em causas nobres através do associativismo comunitário. É por isso que o destino me trouxe ao jornalismo e ao mundo do empreendedorismo (que não significa apenas negócios).
Isso para dizer que quem corre por gosto não se cansa. E quem ama o que faz não sente desgosto e alcança sempre o sucesso, que não é apenas ganhar dinheiro. Aliás, dinheiro não pode ser a meta mas sim o fruto ou prémio por alcançar a verdadeira meta que pode ser servir ou ajudar os outros.
O meu amigo barbeiro é um homem bem-sucedido, mesmo não sabendo. É muito conhecido na sua área de “jurisdição” e bem considerado pelos clientes. Alguns viajam longos quilómetros de distâncias só para cortarem o cabelo nas mãos do tal barbeiro. Eu por exemplo, pelo menos duas vezes ao mês saio de Cacuaco e vou à Samba para cortar o cabelo no tal barbeiro. Ao longo desse trajecto de mais ou menos 20 quilómetros, deixo centenas de barbearias para trás. Ele é ou não é um barbeiro bem-sucedido?
Em muitas partes do mundo, vê-se pessoas que dedicam sua vida em algo específico e não se deixam distrair por outras coisas ou actividades. Apenas estão para aquilo e nada mais. Li a história de um americano que o trabalho dele era concertar as correntes de tapete rolante, tipo aqueles onde ficam as malas dos aeroporto. O tipo ficou rico e famoso ao concertar um parafuso mal colocado nas esteiras de distribuição da Amazon. Ninguém mais conseguia fazê-lo.
Tenho um amigo, chamado “Man-pica”, que desde pequeno passa a vida desenhando números e letras. Hoje vive disso. Faz reclames, cartazes e matrículas para viaturas. E vive exclusivamente disso. Só comecei a dar valor nessas “brincadeiras” dele quando li a história de Steve Jobs, fundador da Apple, que criou algumas das fontes (tipos ou letras que usamos para escrever no computador) mais lindas que existem, e por isso adorada pelos designers, por ter frequentado um cursinho de caligrafia, muito desprezado e desvalorizado na altura.
Noto que as pessoas que se dedicam em algo específico e tem paixão por isso, elas podem não ter muito dinheiro, mas em geral estão mais satisfeito com o seu trabalho e têm maiores chances de sucesso (o que não significa necessariamente ganhar milhões).
O barbeiro que trata do meu corte de cabelo tem 30 e tal anos, e metade desse tempo dedicado a barbearia. Ele trabalha desde as primeiras horas da manhã e só fecha perto das 21 horas. Às vezes tento colocar-me no lugar dele e pergunto a mim mesmo se seria capaz de ficar numa barbearia quente e com menos de cinco metros quadrados, a cortar cabelo por 500Kz durante todo o dia e parte da noite.
Claro que não. Eu não seria capaz. Mas, porquê?
Porque teria de estar motivado e apaixonado por esse ofício a ponto de sentir satisfação mesmo sem ganhar milhões. Mas seria capaz de fazer o mesmo, com a mesma dedicação, se se tratasse de algo pelo que sinto muita paixão e goste de fazer. Como ler, escrever e partilhar conhecimento. Também gosto de envolver-me em causas nobres através do associativismo comunitário. É por isso que o destino me trouxe ao jornalismo e ao mundo do empreendedorismo (que não significa apenas negócios).
Isso para dizer que quem corre por gosto não se cansa. E quem ama o que faz não sente desgosto e alcança sempre o sucesso, que não é apenas ganhar dinheiro. Aliás, dinheiro não pode ser a meta mas sim o fruto ou prémio por alcançar a verdadeira meta que pode ser servir ou ajudar os outros.
O meu amigo barbeiro é um homem bem-sucedido, mesmo não sabendo. É muito conhecido na sua área de “jurisdição” e bem considerado pelos clientes. Alguns viajam longos quilómetros de distâncias só para cortarem o cabelo nas mãos do tal barbeiro. Eu por exemplo, pelo menos duas vezes ao mês saio de Cacuaco e vou à Samba para cortar o cabelo no tal barbeiro. Ao longo desse trajecto de mais ou menos 20 quilómetros, deixo centenas de barbearias para trás. Ele é ou não é um barbeiro bem-sucedido?
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