Presidente de Angola discursa sobre o Estado da Nação/ Angolan's president speaks about state of naciona
O Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, discursou pela primeira vez diante do parlamento para falar sobre o estado actual da Nação. Daqui em diante, por força da nova Constituição, o presidente devera todos os anos prestar contas ao povo através do parlamento.
No seu discurso, José Eduardo dos Santos descreveu o estado degradante em que se encontravam as principais infra-estruturas do pais durante os 27 anos de guerra civil (1975-2002). Depois destacou as realizações feitas pelo seu governo nos últimos oito anos, desde a conquista da paz em 2002. Nisso, o discurso do presidente foi convincente, porque todas as suas declarações sobre as conquistas do governo foram fundamentadas com dados estatísticos.
Desde a conquista da paz ate antes da crise financeira e económica global, o pais vinha registando uma das mais altas taxas de crescimento económico do mundo, e a economia estava estabilizada, com baixa acelerada da taxa de inflação (de mais de 1000% para 13%), e grandes esforços no que toca a reconstrução das principais infra-estruturas económicas e sociais (estradas, pontes, escolas, fabricas, etc.), para alem de estar em curso a construção de 1 milhão de casas sociais para a população ate 2012.
Mas, nem tudo esta bem. Pois que ha ainda muito trabalho por ser feito em assuntos nao menos importantes como o combate exemplar e eficaz da corrupção no seio dos membros do governo, facilitando o consentido enriquecimento ilícito de um grupo restrito de pessoas ligadas ao sistema governativo.
Também ha muito trabalho a fazer no que toca a salvaguarda dos direitos humanos, sobretudo o direito de liberdade de imprensa e politica (recentemente a organização repórter sem fronteira considerou Angola como sendo o pior pais lusofono para exercer o jornalismo e os partidos da oposição reclamam falta de liberdade). A falta de transparência na distribuição da riqueza nacional ‘e um tema grave que deve ser resolvido. Porque, apesar dos ganhos macroeconómicos de que se pode gabar o governo, quem se beneficia disso ‘e um pequeno grupo de privilegiados, muito próximos do poder do governo central, enquanto o povo nao tem alternativa se nao esperar pelo que resta...
English version
The President of the Republic, José Eduardo dos Santos, spoke for the first time in front of parliament to discuss the current state of the nation. Henceforth, under the new Constitution, the President shall annually report to the people through parliament.
In his speech, José Eduardo dos Santos described the degrading state they were in the main infrastructure of the country during the 27 years of civil war (1975-2002). Then he highlighted the achievements made by his government over the past eight years, since the achievement of peace in 2002. In this, the president's speech was convincing because all your statements on the achievements of the government were supported with statistical data.
Since the achievement of peace even before the financial crisis and economic crisis, the country had recorded one of the highest economic growth rates in the world, and the economy had stabilized, with low inflation rate accelerated (over 1000% to 13% ), and major efforts regarding the reconstruction of key economic infrastructure and social (roads, bridges, schools, factories, etc..), besides of course being in the construction of 1 million social homes for the population until 2012 .
But not all is well. For that there is still much work to be done on issues no less important as exemplary and effective combat of corruption within the government members, facilitating consensual illicit enrichment of a small group of people connected to the system of government.
Also there is much work to do in regard to safeguarding human rights, especially the right to freedom of press and politics (Recently the organization Reporters Without Borders considered Angola as the worst Lusophone country to practice journalism and the opposition parties claim lack of freedom). The lack of transparency in the distribution of national wealth "and a serious issue to be resolved. Because, despite the macroeconomic gains that can boast the government, who benefits from this, is a small group of privileged, very close to the power of central government, while the people have no choice but to wait for what's left ...
No seu discurso, José Eduardo dos Santos descreveu o estado degradante em que se encontravam as principais infra-estruturas do pais durante os 27 anos de guerra civil (1975-2002). Depois destacou as realizações feitas pelo seu governo nos últimos oito anos, desde a conquista da paz em 2002. Nisso, o discurso do presidente foi convincente, porque todas as suas declarações sobre as conquistas do governo foram fundamentadas com dados estatísticos.
Desde a conquista da paz ate antes da crise financeira e económica global, o pais vinha registando uma das mais altas taxas de crescimento económico do mundo, e a economia estava estabilizada, com baixa acelerada da taxa de inflação (de mais de 1000% para 13%), e grandes esforços no que toca a reconstrução das principais infra-estruturas económicas e sociais (estradas, pontes, escolas, fabricas, etc.), para alem de estar em curso a construção de 1 milhão de casas sociais para a população ate 2012.
Mas, nem tudo esta bem. Pois que ha ainda muito trabalho por ser feito em assuntos nao menos importantes como o combate exemplar e eficaz da corrupção no seio dos membros do governo, facilitando o consentido enriquecimento ilícito de um grupo restrito de pessoas ligadas ao sistema governativo.
Também ha muito trabalho a fazer no que toca a salvaguarda dos direitos humanos, sobretudo o direito de liberdade de imprensa e politica (recentemente a organização repórter sem fronteira considerou Angola como sendo o pior pais lusofono para exercer o jornalismo e os partidos da oposição reclamam falta de liberdade). A falta de transparência na distribuição da riqueza nacional ‘e um tema grave que deve ser resolvido. Porque, apesar dos ganhos macroeconómicos de que se pode gabar o governo, quem se beneficia disso ‘e um pequeno grupo de privilegiados, muito próximos do poder do governo central, enquanto o povo nao tem alternativa se nao esperar pelo que resta...
English version
The President of the Republic, José Eduardo dos Santos, spoke for the first time in front of parliament to discuss the current state of the nation. Henceforth, under the new Constitution, the President shall annually report to the people through parliament.
In his speech, José Eduardo dos Santos described the degrading state they were in the main infrastructure of the country during the 27 years of civil war (1975-2002). Then he highlighted the achievements made by his government over the past eight years, since the achievement of peace in 2002. In this, the president's speech was convincing because all your statements on the achievements of the government were supported with statistical data.
Since the achievement of peace even before the financial crisis and economic crisis, the country had recorded one of the highest economic growth rates in the world, and the economy had stabilized, with low inflation rate accelerated (over 1000% to 13% ), and major efforts regarding the reconstruction of key economic infrastructure and social (roads, bridges, schools, factories, etc..), besides of course being in the construction of 1 million social homes for the population until 2012 .
But not all is well. For that there is still much work to be done on issues no less important as exemplary and effective combat of corruption within the government members, facilitating consensual illicit enrichment of a small group of people connected to the system of government.
Also there is much work to do in regard to safeguarding human rights, especially the right to freedom of press and politics (Recently the organization Reporters Without Borders considered Angola as the worst Lusophone country to practice journalism and the opposition parties claim lack of freedom). The lack of transparency in the distribution of national wealth "and a serious issue to be resolved. Because, despite the macroeconomic gains that can boast the government, who benefits from this, is a small group of privileged, very close to the power of central government, while the people have no choice but to wait for what's left ...
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