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MALÁRIA RETARDA CRESCIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL DE AFRICA





A malária ou paludismo ‘e uma doença infecciosa crónica causada por parasitas do género Plasmodium, e ‘e transmitida pela picada do mosquito Anopheles. De acordo com Jeffrey Sachs, director do Earth Institute da Universidade da Columbia, devido aos ciclos de vida do mosquito causador da malária, ‘e necessário uma temperatura acima de 18’C para a transmissão. Por isso, ela ‘e considerada uma doença tropical.
Estatística assustadora
O continente africano, por apresentar temperaturas mais altas, tem maior chance de transmissão do que qualquer outra parte do mundo. Em África, a taxa de mortalidade causada pela malária só ‘e comparável com as do HIV-Sida. A doença mata três milhões de pessoas por ano e ‘e a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos sobretudo na África subsaariana. Segundo a Organização Mundial da saúde (OMS), a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos e afecta mais de 500 milhões de pessoas anualmente.
“90% das mortes derivadas da malária ocorrem em África. Desse total, 85% são menores de 5 anos” informou Herve Verthoosel, director de relações exteriores da Roll Back Malária Partnership organizacao criadora da campanha “Unidos Contra a Malária.
Redução do crescimento
A erradicação da malária ‘e uma dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A sua redução, pelo menos pela metade ate 2015, consta das principais metas preconizadas pelos governos africano. No entanto, segundo a OMS, os investimentos feitos ainda não são satisfatórios.
Para Jeffrey Sachs, a África paga um preço alto pelo fardo da malária, não penas pela morte de mais de um milhão de crianças anuais, mas também pela significativa reducao do crescimento económico devido aos gastos para o seu tratamento. Por outro lado, a doença tem um impacto social muito forte. Em regiões endémicas ‘e a principal causa do absentismo escolar no ensino primário.
Segundo Herve Verhoosel, citado acima, a endemia da malária agrava a pobreza dos países no continente e custa pelo menos USD 12 mil milhões de desembolsos, o que representa um freio para o crescimento económico ja bastante fragilizado.
Situação no pais
Em Angola, a malária ‘e ainda a principal causa de morte. Mas, segundo o ministro da saúde, José Serra Van-dunem, citado pelo Jornal de Angola, a situação melhorou nos últimos meses tendo-se registado uma redução de 42% de casos. Os EUA são um dos principais parceiros de Angola no combate a malária. Recentemente, os norte-americanos aumentaram a sua ajuda financeira de USD 18 milhões para USD 32 milhões. Com esta ajuda espera-se que a mortalidade infantil diminua para metade em 2010.


Bill Gate cria fundo contra a Malária

A Fundação Bill e Melinda Gate, presidida pelo bilionária Bill Gate e sua esposa, criou um fundo de USD 10 mil milhões para ajudar na pesquisa e distribuição de uma vacina para erradicar definitivamente a malária no mundo, sobretudo em África.
“Devemos fazer da próxima década a década das vacinas” declarou Bill Gates, em conferencia de imprensa durante o Fórum económico Mundial que decorreu em Janeiro, em Davos (Suica). Ao que sua esposa, Melinda Gate, acrescentou afirmando que o desenvolvimento de vacinas ‘e a prioridade da fundação, já que, segundo ela, esta comprovado o seu elevado impacto sobre a vida das crianças. “As vacinas são um milagre.  Algumas doses podem prevenir doenças graves pela vida inteira” sublinhou.
Cura definitiva
Segundo a fundação, a vacina contra a malária estará pronta dentro de três anos. Neste momento se encontra em fase de testes. Segundo Bill Gate, uma vacina parcialmente efectiva estará disponível em 2014 ou 2015. “A vacina completamente efectiva so estará pronta dentro de cinco anos” disse em entrevista a BBC.

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